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Voz da
UBE |
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União Brasileira de Escritores
- secção de Pernambuco |
Boletim Informativo - 15 de
janeiro de 2006 |
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Saraiva dá continuidade ao
projeto ‘A ficção em Pernambuco’ com análise da obra de Waldênio Porto |
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Na próxima 5ª feira, dia 19 de janeiro, a livraria Saraiva dará continuidade ao
projeto ‘A ficção em Pernambuco’ com a análise da obra de Waldênio Porto,
presidente da Academia de Letras de Pernambuco. No programa, que recebeu o nome
de ‘A ficção em Waldênio Porto, os acadêmicos Olímpio Bonald Neto, Milton Lins
e Rostand Paraíso farão a análise literária dos livros ‘Quando se cobrem de
verde as baraúnas’, ‘Fernando Paulino, o cirurgião’ e ‘As vinhas de Esperança –
memórias de um xepeiro’, que integram a obra do presidente da APL. Como sempre,
o programa começará às 19h30 no Espaço Manuel Bandeira, da livraria Saraiva, no
Shopping Center Recife.
Waldênio Porto tem se notabilizado por
sua luta pela valorização do escritor e
do livro nordestino.
O projeto ‘A ficção em Pernambuco’, idealizado pelo presidente da UBE, Vital
Corrêa de Araújo, e coordenado pelo presidente da Academia de Letras do
Nordeste, Alexandre Santos, faz parte da campanha de valorização do livro e do
autor pernambucanos.
Waldênio
Porto reconduzido à presidência da APL
Na última 2ª feira, dia 09 de janeiro,
o escritor Waldênio Porto foi reconduzido à presidência da Academia Pernambucana
de Letras. Junto com Waldênio Porto foi reeleita a antiga diretoria que tem
Antonio Corrêa de Oliviera e Lucilo Varejão Filho como vices presidente, Dirceu
Rabelo, Nelson Saldanha e Rostand Paraíso como secretário e Olimpio Bonald como
tesoureiro.
APL reconhece obra de
Cloves Marques

O poeta Cloves Marques segue
recebendo reconhecimentos pela sua obra em haicai. Conquistou, recentemente, com
o livro “365 haicais de sol e chuva”, ainda inédito, menção honrosa no prêmio de
poesia “Edmir Domingues”, promovido pela Academia Pernambucana de Letras. A
premiação acontece no próximo dia 26 de janeiro, na APL. Cloves é membro das
Academia de Letras e Artes do Nordeste, Recifense de Letras e da UBE-PE.
1º Show Literário Compre
Cultura Brasil alcança sucesso
Nos dias 13 e 14 de
janeiro, conforme programação previamente detalhada, a Cooperativa CCB promoveu
o 1º Show Literário
Compre Cultura Brasil no auditório
do Silogeu, em Vitória de Santo Antão, com a participação dos escritores
Manoelzinho, Bronzeado, Beltrão, Dulce Albert, Luciene Freitas, Telma Brilhante,
Ladjane Conolly, Jair Martins, Rachel Carrilho, Lucia Maciel, Paulo Andrade,
Vanessa Sueyde, Sergio Leandro, Amanda e Angélica. O show, que teve o apoio da
UBE-PE e do Grupo Invenção de Poesia, contou com a apresentação de danças,
dramatização de esquetes, leilões, sorteio, recitais e palestras, inclusive com a
acadêmica Telma Brilhante, que falou sobre 'Iniciação à Leitura', e de Paulo
Andrade, que falou sobre seu livro 'Genoma do Comportamento'. A
Cooperativa
Compre Cultura Brasil (CCB) vem se reunindo regularmente
às 14 horas das 4ª feiras na sede da
UBE, na rua de Santana, 202. Maiores informações podem ser obtidas através dos e-mails
teacher001@terra.com.br e bsdo47@yahoo.com.
'Linguagem Viva'
demonstra que qualidade tem vida longa

O
jornal literário 'Linguagem Viva', um tablóide mensal impresso em off-set,
fundado em setembro de 1989 por Adriano Nogueira e Rosani Abou Adal, fundado em
setembro de 1989 por Adriano Nogueira e Rosani Abou Adal, circula há 16 anos
divulgando a boa literatura. Vale à pena visitar o site. Basta um clique em
www.linguagemviva.com.br.
Paulo Carvalho expõe 'Andanças por
Paisagens e Casarios' na livraria Saraiva
Na última 5ª feira, dia 12 de janeiro, o artista plástico Paulo Carvalho
apresentou a mostra iconográfica 'Andanças por Paisagens e Casarios' no espaço
Manuel Bandeira, na livraria Saraiva, no Shopping Center Recife. Entres os
quadros expostos, se destacaram 'Carneiros', 'Folhagem' e 'Amazonas'.
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Em cena 'Janeiro de Grandes Espetáculos'
Em extensa programação, que vai até a Festa de Encerramento, programada para a
noite de 31 de janeiro, no Ponto dos Artistas, no Teatro Armazém, a Associação
dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe) está levando adiante a
12ª edição do mega evento teatral 'Janeiro de Grandes Espetáculos' - uma mostra
das produções de teatro e dança que mais se destacaram no ano passado. Além de
espetáculos infantis, de dança e de rua, programação, que começou na última 3ª
feira, 10 de janeiro, também contempla eventos especiais, com leituras
dramatizadas e discussões culturais. |
Bodas de
Ouro de Ivonete e
Telino se converte em festa da literatura
No último sábado, 14 de janeiro, em programa que começou com Missa na Igreja de
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Madalena, o escritor Laudemiro Telino de
Lacerda e sua atuante esposa Ivonete comemoram o 50º aniversário de seu
casamento. Após a missa, o casal ofereceu jantar dançante do qual participaram
algumas das principais expressões da literatura pernambucana da atualidade.
Estiveram presentes os escritores William Ferrer, Olímpio Bonald Neto, Milton
Lins, Waldênio Porto, Alexandre Santos, Luiz Gonzaga Barreto, Ana Maria César,
Djanira Silva, Edna Alcântara, Bernadete Serpa, Luciene Freitas, Eric Dyan,
Carlos Cavalcanti, Laudemiro Telino de Lacerda, Lucilo Varejão Neto, Paulo
Camelo e Nazareth Gouveia, entre outros.
Secchin impulsiona campanha pela
língua portuguesa junto a ONU
Com o apoio local de Cláudia e Alberto da Cunha Melo, vem ganhando força a
campanha impulsionada pelo acadêmico Antonio Carlos Secchin para tornar oficial
o idioma português na ONU, à semelhança do que já sucede com o Árabe, Chinês,
Espanhol, Francês, Inglês e Russo. Para aderir à campanha, a pessoa deve
retransmitir a petição abaixo, aprovada por unanimidade e aclamação na Convenção
do Elos Clube Internacional da Comunidade Lusíada realizada em Tavira de 21 a 23
de outubro de 2005, para o escritor José Luís Guedes de Campos através do e-mail
elos.vpconteuropa@gmail.com.
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Continuam preparativos para a posse da nova diretoria da Academia do Nordeste
Continuam os preparativos para posse da nova diretoria da
Academia de Letras e Artes do Nordeste marcada para as 19h30 do dia 25 de janeiro, no Salão Nobre do Clube Internacional do Recife.
Sob a orientação da acadêmica Ana Maria César, uma equipe integrada pelas
escritoras Telma Brilhante e Edna Alcântara está verificando todos os detalhes
do evento de posse solene da nova diretoria, encabeçada pelo romancista Alexandre Santos,
e, ainda, fará o lançamento da 14ª edição da Revista 'Letras e Artes',
apresentará o novo broxe da academia, com exposição iconográfica e recital com a
pianista Anete Cunha. Os núcleos estaduais da Academia estarão representados. A presidente do Núcleo de
Alagoas, Petrúcia Camelo, e o Presidente do Núcleo da Paraíba, Joacil de Brito,
já confirmaram presença no evento. Além do romancista Alexandre Santos, a nova diretoria da
Academia do Nordeste conta com a participação dos escritores Lúcio Ferreira e Olímpio Bonald
como vice-presidentes, Cloves Marques, como secretário geral. Na 2ª secretaria,
tomará posse Edna Alcântara. As escritoras Luciene Freitas e Djanira Silva
exercerão a tesouraria. Ainda assumirão postos na nova diretoria, os escritores
Lourdes Sarmento,
Luiz de Freitas, Ana Maria César, William Ferrer,
Wilton de Souza, Carlos Cavalcanti, Abdias Moura, Nelson Saldanha, Reinaldo
Oliveira, Vital Corrêa de Araújo e Waldemar Lopes, que integrarão conselhos e
coordenadorias.
Adiada entrega do diploma de sócio benemérito da Academia de Letras do Nordeste a Dilton da Conti
Uma merecida viagem de férias após três anos de trabalho duro à frente da CHESF
manterá Dilton da Conti fora do Recife no próximo dia 25 de janeiro, data
inicialmente marcada para a entrega solene do diploma de sócio benemérito que a
Academia de Letras e Artes do Nordeste lhe outorgou. Em conversa com o escritor
Alexandre Santos, novo presidente da Academia de Letras do Nordeste, Diton da
Conti sugeriu que a entrega do diploma - uma preciosidade confeccionada pelo
artista plástico Wilton de Souza - ocorra durante no mês de março.
UBE retoma Quarta às Quatro
Na próxima 4ª feira, dia 18 de janeiro, a partir das 16 horas, a UBE retoma a
programação normal do projeto Quarta às Quatro', que esteve de recesso para as
festas de fim de ano.
Flavio Chaves recebe
Comenda
Na próxima 5ª feira, dia 19 de janeiro, em solenidade programada para as 17
horas no Salão Nobre do Tribunal de Justiça de Pernambuco, o escritor Flávio
Chaves, ex-presidente da UBE-PE, receberá a Medalha da Ordem do Mérito da
Sociedade Consular de Pernambuco. Entre os agraciados com a comenda também
figura o Desembargador Macedo Malta.
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Mensagem aos escritores
"Escritor, associe-se ou retorne a sua velha
Casa. A luta é nossa". Lúcio Ferreira
Atualize sua contribuição à UBE
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A partir da obra de Ariano Suassuna e
Paulo Coelho, Sébastien Joachim realiza estudos sobre cultura e brasilidade
Em Campina Grande, onde criou um grupo de
pesquisa chamado NELCIS na Universidade Estadual de Campina Grande, o professor
Sébastien Joachim manda notícias, informado que, a partir de março, vai
coordenar o Mestrado Acadêmico intitulado 'Literatura e Interculturalidade'.
Atualmente, em conjunto com o professor Alain Montandon, membro sênior do
Instituto Universitário de França e Presidente da Associação Francesa de
Literatura Comparada, o professor Sébastien Joachim vem desenvolvendo um projeto
intitulado 'A Inclusão Social a partir do duplo fenômeno literário midiático
Ariano Suassuna e Paulo Coelho', que pretende estabelecer uma ligação
estreita entre a Literatura e a Cultura massiva, mostrando como, mediante a
Mídia, ambas expressões trabalham em sinergia rumo a cidadania cultural, pois,
segundo o projeto de pesquisa, "falar em cidadania cultural é falar de inclusão
no Grande Todo Nacional das camadas sociais culturalmente marginalizadas pela
Instituição literária". Sébastien Joachim defede a tese de que Ariano Suassuna e
Paulo Coelho são duas figuras representativas desta mudança de paradigma que
articula Cultura popular, Cultura Técnica e Literatura, em prol da cidadania
para todos.
Arcabuzamento do Frei
Caneca revivido
Na última 6ª feira, 13 de janeiro, o arcabuzamento do Frei Caneca, como ficou
conhecido pela história o frei Joaquim do Amor Divino Rabelo, foi rememorado no
Museu da Cidade do Recife, no Forte de Cinco Pontas. Em mesa redonda coordenada
pelo professor Antônio Paulo Rezende, um painel envolvendo Socorro Ferraz e
Denis Bernardes discutiu a perspectiva histórica da execução do Frei Caneca. Na
seqüência, houve a apresentação de poesias e músicas sobre o Frei Caneca sob a
direção de Antonio Cadengue e com a participação do ator Hilton Azevedo e do
Trio Sonata, integrado por Arcripo Neves, Viviane Pimentel, Michele e Andréa
Rocha.
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Aconteceu
21 de dezembro. Lançamento do livro O canto da
Asa Branca, de Zenóbia Terto Magalhães, na UBE. |
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UBENY-PE planeja concurso anual sobre temas históricos e patrióticos
A UBENY está
desenvolvendo planos para a instituição de um concurso literário anual sobre
temas que tratem da história e do patriotismo no Brasil .
O escritor Domício Coutinho, presidente da União Brasileira de Escritores -
secção de Nova York (UBENY), adianta que, este ano, o concurso teria como tema o
General Abreu e Lima, pernambucano que lutou ao lado do Libertador das Américas,
Simon Bolivar. "Convém honrar essa figura de herói geralmente desconhecida de
nossa gente", lembra o presidente da UBENY. Nas próximas edições d'A VOZ DA UBE
divulgaremos o regulamento do concurso.
Everaldo
Veras publica 33º livro

O
premiado acadêmico Everaldo Veras publicou o livro “Eu, também?”, que reúne 36
contos e marca a 33ª publicação de uma carreira iniciada em 1977. Falando a seu
respeito, Everaldo Veras afirma que tem dois ofícios: "o da Razão e o da Paixão;
o primeiro (engenheiro civil) sustenta o outro (psicólogo e contador de
estórias).
Ainda repercute lançamento de “Somos iguais” de
Luiz Gonzaga Lopes

O
lançamento do livro “Somos iguais”, de Luiz Gonzaga Lopes, no Memorial da
Medicina de Pernambuco, em 1º de dezembro de 2005, ainda repercute. O livro, o
sétimo de sua vitoriosa carreira como escritor, é um díptico, que conta as
estórias de Florêncio e de Selma, rigorosamente coincidentes em episódios e
circunstâncias, mas relatados, sob o olhar masculino e sob o olhar feminino, com
apresentação de Ana Maria César e Arthur Carvalho e orelhas de Maria do Carmo
Barreto Campelo de Melo.
Inscrições para o concurso 'Josepha Máximo Ferreira'
continuam
As inscrições para o
prêmio 'Josepha Máximo Ferreira', que homenageia a mãe do poeta Lúcio Ferreira,
seguem até 31 de janeiro de 2005. (CLIQUE
AQUI e conheça o regulamento do concurso). |
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Agenda
19 de janeiro. Discussão da Obra de Waldênio
Porto, dentro do projeto 'A ficção em Pernambuco', no espaço Manuel
Bandeira, na Livraria Saraiva, no Shopping Center Recife.
22 de janeiro. Show da banda The Rec Beatles,
no encerramento do festival de música promovido pela Livraria Cultura. A partir
das 17 horas. Imperdível.
25 de Janeiro. Lançamento da Revista 'Letras e
Artes', da Academia de Letras e Artes do Nordeste, no Salão Nobre
do Clube Internacional do Recife.
Vale à pena ler
Formação do Império Americano (Da guerra contra a Espanha à
guerra no Iraque), de Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, ver comentário ao
final desta edição. |
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Diretoria Executiva
Vital Correia de Araújo
Presidente
William Ferrer Coelho
Presidente Emérito
Waldemar Lopes
1º
Vice-Presidente
Raimundo Carero
2º
Vice-Presidente
Lúcio Ferreira
Vice-presidente
Alexandre Santos
Administrador-Geral
Geraldo Ferraz
Núcleo
de Pesquisa e História
Coordenação Editorial
Alexandre Santos
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Este
boletim informativo da UBE-PE tem circulação
quinzenal, sendo distribuído gratuitamente às
pessoas e entidades constantes do seu banco de
dados.
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Indique um amigo para
receber o informativo da UBE através de e-mail
dirigido a coordenação editorial |
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PETIÇÃO PARA TORNAR OFICIAL O IDIOMA PORTUGUÊS NAS NAÇÕES UNIDAS
Fundamenta proposta à Organização das Nações Unidas para oficializar o
Idioma Português.
Considerando que mais de 250 milhões de pessoas se expressam no idioma
português, com importante presença sócio-cultural e geopolítica em várias
nações de todos os continentes, sendo a 5a mais falada no mundo (em números
absolutos), a 3a entre as consideradas línguas universais de cultura e uma
das 4 faladas nos seis continentes;
Considerando que uma língua, além de meio de comunicação, expressa conteúdo
existencial, modos de sentir, de pensar e de viver de grupamentos humanos,
constituindo, através dos séculos, uma identidade cultural, com peculiar
criatividade, valores ético-sociais e sentimentos coletivos, refletidos no
idioma que são intraduzíveis e que necessitam continuar vivendo e revelando
culturas;
Considerando que a lusofonia vem se situando de forma crescente em várias
partes do mundo, pelos seus escritores, poetas, inventores, cientistas,
artistas, somando-se desde os navegadores e descobridores que fizeram sua
história, com significativa presença nos meios de comunicação de massa
através de telenovelas, noticiários, reportagens, etc, projetando-se na
literatura, música, esportes e artes em geral;
Considerando que nosso idioma, ao se tornar oficial no universo da ONU,
colocando-se em condições de igualdade com outros idiomas, é ato de respeito
e apoio às comunidades das nações de língua portuguesa, valorizando sua
unidade e participação sócio-econômico-cultural no contexto internacional;
Considerando o trabalho da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa / CPLP,
que tem alcançado novos contornos nas relações internacionais, minimizando
conflitos ideológicos do passado e ressaltando suas potencialidades
nacionais e parcerias internacionais, com documentos de Chefes de Estado e
de Governo das oito nações, em projetos de cooperação que estão dando corpo
e alma aos fundamentos dessa nova Comunidade;
Considerando que a comunidade – CPLP – tem se empenhado em valorizar os seus
três pilares – da política, da economia e da cultura, que colocam em
conexão, de maneira respeitável, a África, a América Latina e a Europa,
enfatizando o caráter universalista da lusofonia, que cada vez mais se
afirma em nível supra-nacional;
Considerando que a iniciativa de tornar oficial o idioma português na ONU
estará, por justiça e méritos, prestando um histórico serviço aos países de
língua portuguesa, que constituem uma comunidade presente e atuante em todos
os Continentes, com expressivo contingente populacional, incluindo: Brasil,
com 180 milhões de habitantes, uma das dez maiores economias do mundo, líder
natural do MERCOSUL; Portugal, com 10 milhões; Angola, com 11 milhões;
Moçambique, com 17 milhões; Cabo Verde, com 417 mil habitantes; Guiné
Bissau, com 1 milhão; São Tomé e Príncipe, com 130 mil e Timor-Leste, com
175 mil (estimativas recentes), que somam variados costumes, crenças, raças,
tendências políticas e que têm a lusofonia como forte laço de identidade
cultural e cooperação;
Considerando que este congraçamento de entidades culturais, que tem sua
origem, essencialmente, no idioma português, deve constituir instrumento
capaz de sensibilizar definitivamente a ONU para reconhecer o idioma
português oficialmente, a exemplo da União Européia, torna-se indispensável,
imprescindível mesmo, que o Elos Clube envolva o elismo nacional e
internacional para o estabelecimento de um planejamento estratégico com a
inclusão de Academias de Letras, universidades, órgãos nacionais
representativos das profissões: OAB, Conselho Federal de Medicina,
associações, e outras; o Congresso Nacional, a Assembléia da República
Portuguesa e os Ministros das Relações Exteriores dos países de língua
portuguesa, o que permitirá, finalmente, vencer os obstáculos e alcançar o
objetivo de ver reconhecido pela ONU o idioma Português como oficial na sua
organização, ao lado do Árabe, Chinês, Espanhol, Francês, Inglês e Russo.
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Notícia de interesse
10/01/2006 - 08h00
'Fantasma da
Ópera' chega a 7.486 shows e bate recorde
da BBC, em Londres
O musical O Fantasma da Ópera tornou-se o
espetáculo de mais longa temporada na Broadway, em Nova York.
A apresentação da noite de segunda-feira, de número 7.486, comprovou o sucesso
do musical, composto pelo britânico Andrew Lloyd Webber.
O recorde anterior pertencia a outro musical de Lloyd Webber, Cats.
"Não há fórmula para o sucesso nos musicais de teatro. É uma dessas coisas,
acontece", disse o compositor.
Lloyd Webber tem um palpite sobre o êxito de O Fantasma da Ópera. Para ele é o
romantismo. "Eu acho que a maioria das pessoas sente que há algo sobre elas
mesmas que gostariam de alterar em sua aparência física e talvez elas tenham uma
empatia com o fantasma por essa razão."
Desde que estreou em Londres, em 1986, o musical foi visto por mais de 80
milhões de pessoas em todo o mundo.
Ele também é o evento de entretenimento mais bem sucedido de todos os tempos,
tendo rendido uma bilheteria de US$ 3,2 bilhões.
Para se ter uma idéia, o filme Titanic, o de maior bilheteria da história do
cinema, arrecadou US$ 1,2 bilhão.
Mais de 65 mil apresentações de O Fantasma da Ópera foram realizadas em 119
cidades, em 24 países, inclusive no Brasil. |
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NAS ENTRANHAS DA GRANDE
POTÊNCIA
Formação do império americano — da guerra
contra a Espanha à guerra no Iraque
de
Luiz Alberto Moniz Bandeira
O império nu
A radiografia feita pelo professor
Luiz Alberto Moniz Bandeira em “Formação do império americano — da guerra contra
a Espanha à guerra no Iraque” mostra mais do que a força, o passado e o
desenvolvimento dos Estados Unidos: revela as engrenagens e os mecanismos,
muitos deles pouco conhecidos, que fazem daquele país a maior superpotência da
História. Mas não pense que se trata de uma obra pró-americana. Pelo contrário.
Sua visão de futuro nada otimista aponta para uma nação em decadência,
contraditória e que não consegue administrar de forma inteligente seu próprio
poder.
Um país que vive em expansão contínua
Bandeira é de um rigor histórico invejável e esse é um dos pontos mais fortes do
livro. A precisão com que relaciona a História dos Estados Unidos com os
acontecimentos internacionais mais importantes só não é melhor do que a precisa
análise crítica desses acontecimentos. É nas entrelinhas do passado que ele
identifica os elementos que fizeram dos EUA o que são hoje.
A análise é ampla, abrange praticamente um século, mas em nada é superficial.
Com mais de 800 páginas (o que exige um fôlego extra do leitor), começa em 1898,
com a guerra hispano-americana e vai até o governo do presidente George W. Bush
e a invasão do Iraque. Se concentra em um período decisivo para que a nação
ganhe o status de superpotência, mas sem esquecer seu passado. Bandeira sabe, e
deixa claro, que a vocação de liderança messiânica dos Estados Unidos está
presente desde 1783, quando terminou a guerra de independência contra a
Inglaterra. O país vive em expansão contínua. Cresceu primeiro internamente,
contra os índios e mexicanos, e depois externamente, como potência imperial.
Os Estados Unidos do século XX souberam como ninguém se aproveitar dos grandes
conflitos, especialmente a primeira e a segunda guerras mundiais, em benefício
próprio. Sua vitória gerou o que Bandeira chama de ultra-imperialismo, uma
espécie de cartel entre as grandes potências, lideradas por Washington, e as
grandes empresas transnacionais, responsável pela atual ordem mundial e sua
estabilidade. Esse fato, segundo ele, derruba a idéia de Lênin de que o
imperialismo representava “o prelúdio de uma revolução social do proletariado”,
e confirma as idéias de Karl Kautsky, que em 1914 pregava que o antigo
imperialismo colonial seria substituído por uma nova forma de atuação das
potências.
Para Bandeira, muitos conflitos da história americana foram deflagrados por
conta de pretextos. A disputa com a União Soviética e o bloco comunista também
foram supervalorizados, numa tentativa bem-sucedida de incrementar a corrida
armamentista. Os Estados Unidos, na visão do autor, precisam de uma guerra
perpétua, de um inimigo que sirva como o motivo de políticas externas agressivas
visando sempre a hegemonia.
Mas a precisão histórica e as
excelentes análises estão também acompanhadas de pesadas críticas e do excesso
de adjetivos. Nada contra a exposição das opiniões do autor, que não desmerecem
o rigor da pesquisa, pelo contrário. No entanto, expressões como “o desprezo dos
Estados Unidos pela soberania dos outros povos” e “os Estados Unidos não
reconhecem os direitos de qualquer país” são freqüentes e abrem espaço para que
cabeças divergentes de suas idéias tenham mais poder de fogo contra suas
análises.
Na invasão do Iraque, o petróleo falou mais alto
A parte final traz uma importante análise dos Estados Unidos de George W. Bush.
Bandeira não tem pudores em deixar claro que o império está em decadência nas
mãos do atual presidente. Chama de degradante a atual administração e diz que a
intervenção no Iraque é ilegal. Procura comprovar ainda, com dados e números,
numa pesquisa documental impressionante, como foi a geopolítica do petróleo, e
não as armas de destruição em massa, o fator decisivo para a invasão do país. O
livro defende a idéia de que se Saddam Hussein realmente tivesse armas proibidas
a guerra não teria acontecido. O fracasso da ocupação, no entanto, contribui
mais para a corrosão da hegemonia que os americanos ainda sustentam.
O rico texto é sucedido por uma excelente bibliografia, repleta de títulos
clássicos e muitos outros praticamente desconhecidos no Brasil, todos de grande
valor para pesquisadores (desde os antiamericanos mais ferrenhos aos defensores
das políticas de Tio Sam ) e também para o público leigo.
Publicado
originalmente em O GLOBO, no Caderno Prosa & Verso, pelo crítico Leonardo
Valente, em 24 de dezembro de 2005 |
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