Programa 01 05 2026 Tempo:do programa 45 minutos antes do programa colocar o video de Marcelo Rubens Paiva Virado no mói de cuento estamos começando Roleta russa Com muita piçarra rolentrando pelas quebradas Eu, Fernando Moura, ausente entre baronesas e colchões, contra a correnteza do Rio Capibaribe, e meu parceiro Alexandre Santos, ele lá e eu cá, sem “pantim”. Dois engenheiros e malungos Eu falando da minha palafita de concreto armado, cravada no coração do rio Capibaribe , cercada de agua por todos os lados — rio este que, junto com o Beberibe, seguem seu curso até formarem o Oceano Atlântico que suavemente poluem todo o Atlântico sul. +++++++++++++++++++++++++++++++++++ Video 1 cazuza O Congresso Nacional volta a escancarar sua cara, sem nenhum pudor. Confirma, mais uma vez, aquilo que já virou crítica clássica: um ambiente distante do povo, confortável para si mesmo, mas desconectado da realidade de quem trabalha. Quando o assunto é pauta sensível para o trabalhador, como a escala 5 por 2, surgem obstáculos, entraves regimentais e disputas ideológicas. Tudo trava. Mas quando se trata de medidas polêmicas, com impacto direto na segurança ou na percepção de justiça, e nas suas autoproteções a velocidade é outra. A engrenagem gira rápido. E chama atenção ver até mesmo figuras da base do governo, Jaques Wagner engrossando esse tipo de movimento, ampliando o desgaste político em torno dessas decisões. Em Pernambuco, o cenário se repete. Nomes conhecidos seguem se reelegendo, sustentados por estruturas já consolidadas, como o uso de emendas parlamentares e articulações tradicionais de bastidores. Entre os parlamentares que votaram pela derrubada do veto presidencial estão: Waldemar Oliveira, do Avante André Ferreira, do PL Coronel Meira, do PL Mendonça Filho, do União Brasil Clarissa Tércio, do PP Eduardo da Fonte, do PP Lula da Fonte, do PP Fernando Rodolfo, do PRD Pastor Eurico, do PL Fernando Coelho Filho, do União Brasil O episódio reforça uma sensação cada vez mais presente no país: a de que há um descompasso entre o que a população espera e o que, de fato, é prioridade dentro do Congresso. E a pergunta continua no ar: quem, afinal, está sendo representado? Confirmando aquilo que Cazuza denunciou com fúria poética: o prazer desse Congresso inimigo do povo é se sentir em casa no submundo da política, nesse ambiente degradado, promíscuo, um puteiro cheio de ratos nadando nas próprias vantagens. ============================================================== Bets: um clique de sonhos, uma vida de débitos. O governo brasileiro decidiu fechar a porta para os chamados “mercados preditivos”. Nome sofisticado, mas a lógica é direta: uma bolsa de apostas sobre fatos reais. Funciona assim: o usuário compra contratos apostando em “sim” ou “não”. Vai subir? Vai cair? Tal evento vai acontecer ou não? Parece investimento, mas, no fundo, é palpite travestido de estratégia. Foi esse modelo que levou ao sucesso da Kalshi, plataforma criada nos Estados Unidos e hoje referência global nesse tipo de operação. E, claro, até nisso a gente entra como coadjuvante. A empresa foi cofundada pela brasileira Luana Lopes Lara, apontada pela Forbes como a bilionária mais jovem do mundo sem herança, com patrimônio estimado em 1,3 bilhão de dólares. Fundada em 2018, ao lado de Tarek Mansour, a Kalshi permite negociar contratos baseados em eventos futuros. Nos Estados Unidos, opera sob regulação da CFTC, a Comissão que supervisiona o mercado de derivativos, e se apresenta como uma exchange financeira, uma bolsa digital, não como casa de apostas. Mas, no Brasil, a história é outra. O Ministério da Fazenda decidiu enquadrar esse tipo de operação como aposta de quota fixa. Resultado: plataformas bloqueadas e ofensiva contra o que o governo vê como jogo disfarçado de inovação. Sem controle, mercado preditivo é bet de terno e gravata. E o governo resolveu cortar o barato. Um barato que, no fim das contas, sai caro. As bets hoje pagam imposto, mas passaram anos correndo soltas, com dinheiro brasileiro escorrendo para fora sem controle. O dinheiro colocada nas apostas deixa de circular enfraquecendo nossa econômica O prejuízo é duplo. O governo perde arrecadação. E a família perde renda. Salário vira aposta. Aposta vira dívida. E dívida vira desespero. No fim, a conta chega. Porque bet, no Brasil, não é só jogo. É ralo financeiro com cara de diversão. A Polícia Federal investiga malas que teriam desembarcado sem passar pelo raio-X, em um voo particular ligado ao setor de bets, com Hugo Motta e Ciro Nogueira entre os passageiros. Eles não são acusados de crime, mas o caso é grave: envolve poder político, dinheiro das apostas e possível falha na fiscalização. A pergunta fica no ar: o que havia nessas malas e quem autorizou a liberação?-------------------------- . O juiz Massimo Palazzolo, da 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo, condenou Zé Maria, presidente do PSTU, a dois anos de prisão em regime aberto. A decisão ainda cabe recurso. O motivo foi um discurso feito na Avenida Paulista, em outubro de 2023. Na ocasião, Zé Maria defendeu uma mobilização mundial contra o genocídio praticado pelo Estado de Israel. A repercussão foi imediata. O também dirigente do partido, Hertz Dias, saiu em defesa. Disse que ser antissionista não é ser antissemita e que a condenação abre um precedente perigoso contra a liberdade de posicionamento político. Já no campo político, houve cobrança ao governo. A pressão é para que o Brasil vá além do discurso e rompa relações com Israel.----------------------------------------------------------------------- Um caso envolvendo política, liberdade de expressão e possível discriminação está dando o que falar. O Bar Partisan, na Lapa, conhecido por sua posição antifascista, colocou uma placa na entrada informando que cidadãos dos Estados Unidos e de Israel não seriam bem-vindos. A medida foi apresentada como um protesto simbólico contra ações desses países no Oriente Médio. A repercussão foi imediata. O estabelecimento acabou multado em mais de nove mil reais e, em seguida, a Prefeitura do Rio anunciou o cancelamento da inscrição municipal do bar. O caso ganhou ainda mais força quando outros estabelecimentos entraram na discussão. O restaurante Porco Gordo, também no Rio, publicou nas redes sociais uma imagem da bandeira de Israel marcada com um “X”, o que gerou críticas. Em São Paulo, o bar Al Janiah, fundado por refugiados palestinos e já conhecido por seu posicionamento político, voltou a ser citado no debate, inclusive relembrando episódios anteriores de ameaças. A controvérsia expõe um tema sensível: até onde vai o direito à manifestação política e onde começa a discriminação? ================================== O caso agora deve seguir para instâncias superiores e reacende o debate: até onde vai a liberdade de expressão em temas internacionais tão sensíveis? A Marinha de Israel interceptou, em águas internacionais próximas à Grécia, embarcações da Global Sumud Flotilla, missão que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Segundo agências internacionais, mais de 100 ativistas foram levados para a ilha de Creta. Dois nomes seguem no centro da tensão: o brasileiro Thiago Ávila e o ativista Saif Abu Keshek, detidos por autoridades israelenses. Entre os brasileiros na flotilha estavam Thiago Ávila, que foi levado para Israel para interrogatório direto, o que aumenta a tensão diplomática, Amanda Coelho, Leandro Lanfredi, diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e também ligado à Federação Nacional dos Petroleiros e Thainara Rogério, segundo relatos da imprensa brasileira. O governo brasileiro condenou a ação e cobrou explicações de Israel. O caso amplia a pressão diplomática em torno da guerra em Gaza e reacende uma pergunta incômoda: até onde pode ir a força de um Estado contra uma missão humanitária em águas internacionais? Mandi Coelho, presa na Grécia após a interceptação da flotilha por Israel, enviou uma carta denunciando que foi mantida refém por um dia e meio junto com mais de 180 ativistas. Na mensagem, ela afirma que o grupo sofreu privações, ficou sem água, comida e remédios, e que 61 pessoas entraram em greve de fome. Mandi pede mobilização internacional pela libertação de Thiago Ávila, brasileiro, e Saif, palestino residente em Barcelona, que estariam sendo levados para Israel. Em tom político, ela afirma que saiu machucada, mas firme, e diz que a repressão pode atingir os corpos, mas não consegue impedir as ideias de resistência. ==================================== A comedia da semana o: O atendado fake para Trump Hoje marca o fim de um dos períodos mais sombrios da história: a queda do nazismo, selada pelo suicídio de Adolf Hitler. Não é data de comemoração. É de alerta. A história mostra até onde pode chegar o autoritarismo. Até quando o mundo vai suportar o genocídio e a pirataria praticados por Israel e pelos Estados Unidos da América? Video final : Levando porrada